30 abril 2015

Sampaio da Nóvoa - Presidente !


Sampaio da Nóvoa: “Não permitirei que o país seja dominado por corporações ou interesses ilegítimos”

Sampaio da Nóvoa, apresentou esta quarta-feira a candidatura à Presidência da República no Teatro da Trindade.






“Não serei um espetador impávido da degradação da nossa vida pública”. Está dado o tiro de partida para a corrida a Belém de António Sampaio da Nóvoa. O antigo reitor da Universidade de Lisboa apresentou a candidatura à Presidência da República, no Teatro Trindade, em Lisboa, onde marcaram presença destacados socialistas como Mário Soares e Jorge Sampaio, ex-Presidentes da República e o capitão de abril Vasco Lourenço, um aliado de peso, enquanto no outro lado da cidade António Costa chutava um apoio a um candidato lá mais para a frente.
No discurso de lançamento da candidatura, perante um Teatro da Trindade a rebentar pelas costuras, Sampaio da Nóvoa aproveitou para responder indiretamente aos críticos que o têm acusado de querer ser um Presidente da República demasiado interventivo. E, por isso, fez questão de dizer:
“Se for eleito PR, exercerei as minhas funções com a absoluta determinação e liberdade de quem se entrega a uma causa maior, com total independência, com isenção e com sentido de responsabilidade. Não serei um espetador impávido da degradação da nossa vida pública“, garantiu.
Foi esta, aliás, uma das frases mais marcantes do discurso e que marca a diferença para aquilo que critica na presidência de Cavaco Silva. Disse mesmo que tem consciência que o “Presidente não governa, nem legisla”, e que “não deve, por isso, apresentar-se aos portugueses com um programa de governo”. Ainda assim, o antigo reitor acredita que se for eleito poderá “fazer a diferença”. “Não me resignarei perante a destruição do Estado Social”, prometeu.
Num discurso cheio de referências a figuras relacionadas com a Revolução de Abril, como Zeca Afonso, por exemplo, foram as palavras de Sophia de Mello Breyner que serviram de mote inicial: “Este é o primeiro dia, inteiro e limpo”, citou Sampaio da Nóvoa, para depois completar: “o primeiro de muitos dias que nos vão juntar, assim o desejo, num caminho de mudança e de esperança, por Portugal”.
E será esse o caminho escolhido por Sampaio da Nóvoa: o antigo reitor quer afirmar-se nestas presidenciais como o candidato da “mudança” e da “diferença”. “Não venho para deixar tudo na mesma. Venho para juntar os portugueses em torno de um projeto de mudança, para restaurar a confiança na nossa democracia e no nosso futuro. Não podemos perder o país“, com o risco de vermos destruídos “um a um os ideais de Abril”, defendeu o antigo reitor.
Por isso mesmo, nem associação que lhe tem sido atribuída – Nóvoa é apontado por muitos como o candidato que virá a ser apoiado pelos socialistas – foi esquecida: “Não tenho filiação partidária e nunca exerci cargos políticos. Este facto não me aumenta, nem me diminui, mas marca uma diferença. A questão central é perceber se os portugueses querem essa diferença”.
Admitindo que “não foi fácil” tomar a decisão de avançar para Belém, Sampaio da Nóvoa, que se tem assumido como alguém capaz de “criar pontes” e conseguir consensos, fez questão de sublinhar que não se candidata “para ser apenas candidato de alguns portugueses”, mas sim de todos. E, aqui, aproveitou a deixa para lembrar Zeca Afonso: “Juntos vamos conseguir mudar Portugal. Temos que ser maiores do que os nossos problemas. Porque ‘só os vencidos tombam no chão do medo’”.
Daí que, defendeu, é preciso “reinventar uma visão estratégia para Portugal, que não se feche na Europa, e que se abra mundo e, em particular, ao mundo da língua portuguesa”. Um discurso, de resto, repetido em ocasiões anteriores, sempre com a língua portuguesa como o grande fio condutor do pensamento de Nóvoa.
O mesmo Nóvoa que não se escusou a comentar a situação económica do país e a propor uma alternativa. Para o candidato é preciso “promover uma estratégia nacional de valorização do conhecimento e dos jovens, para conseguir que levem vitalidade à economia e à sociedade”, ao mesmo tempo que se procuram “políticas financeiras que abramsoluções viáveis para o pagamento das dívidas soberanas”, disse.
O caminho até Belém não se avizinha fácil, mas o antigo reitor deixou uma certeza: se for eleito Presidente, não permitirá “nunca, que o interesse do país seja dominado por grupos de pressão, por corporações ou por interesses ilegítimos. Sejam eles quais forem”, garantiu.
Já perto do fim, Sampaio da Nóvoa não esqueceu os ex-Presidentes Mário Soares e Jorge Sampaio, que o observaram da primeira fila. O antigo reitor lembrou que “em 1986, não foi fácil” assim como não o foi “em 1996″. Por isso, admitiu, as eleições em 2016 não serão diferentes, comparando a sua candidatura às de Soares e Sampaio, respetivamente.
E mesmo reconhecendo as dificuldades e obstáculos que terá pelo caminho, Nóvoa já tomou a decisão: “Vamos a isto que já se faz tarde”, gritou, para depois estender o convite aos apoiantes: “Vamos ou não vamos? Vamos sim!”, prometeu em uníssono com a multidão.
Acompanhámos em direto todo o discurso do candidato. Veja como foi aqui em baixo.

Fonte -  Observador  





29 abril 2015

Novo Combustível ?!!!





O fabricante automóvel alemão Audi conseguiu criar um diesel sintético, não poluente, a partir do hidrogénio da água e de dióxido de carbono. Está numa fase inicial de testes, mas poderá ser uma revolução nos combustíveis.

Um programa experimental da Audi, fabricante automóvel do grupo Volkswagen, em conjunto com a empresa energética Sunfire criou um combustível semelhante ao diesel que usa como matérias primas apenas água e dióxido de carbono, noticia a edição britânica da revista Wired.
Este novo composto tem potencial para se tornar num combustível não poluente, no sentido em que é "neutro" a nível do carbono - ou seja, o dióxido de carbono que retira da atmosfera é equivalente aquele que é libertado durante a sua utilização.
O combustível é conseguido através da separação do hidrogénio e oxigénio do vapor de água. O hidrogénio depois é colocado em reatores sob alta pressão e temperatura juntamente com dióxido de carbono - para já este foi fornecido por gás natural, mas os investigadores dizem que podem capturá-lo da atmosfera. O produto é um líquido sintético designado "crude azul" que, tal como o crude do petróleo, pode ser refinado numa espécie de bio-diesel (veja um esquema da Audi aqui).
A Audi já testou com êxito este combustível misturado com diesel "normal" mas, segundo os investigadores acreditam que não haverá grandes obstáculos para que seja usado como combustível único nos motores dos automóveis.
O maior problema atualmente prende-se com a quantidade de produção. O laboratório em Dresden onde as experiências estão a ser realizadas tem capacidade de produção de 3 mil litros nos próximos meses. Como escreve a Wired, só os EUA consomem 622 mil milhões de litros de combustível por ano.



Fonte -  Diario de Noticias   




10 abril 2015

Vida Extraterrestre !





A principal cientista da NASA diz que na próxima década já haverá fortes indícios de vida fora do planeta Terra. "Sabemos onde procurar. Sabemos como procurar", disse Ellen Stofan.
Nos próximos dez anos vai haver fortes indícios de vida extraterrestre, que serão comprovados por "provas definitivas" dentro de 20 a 30 anos, afirmaram cientistas da NASA, a agência espacial norte-americana, esta quarta-feira. Como destacou a cientista Ellen Stofan, porém, fala-se de indícios de vida microscópica. "Não estamos a falar de homenzinhos verdes", disse, citada pela rádio NPR.
Para os principais cientistas da NASA, que falavam numa conferência em Washington, nos Estados Unidos, é certo que sinais de vida extraterrestre vão ser detetados até 2025, e que nos próximos 30 anos vão encontrar-se provas definitivas da sua existência, tanto no sistema solar como fora dele."Definitivamente já não é um 'se' mas sim um 'quando'", disse Jeffrey Newmark, diretor de heliofísica da NASA, referindo-se à descoberta.
"Sabemos onde procurar. Sabemos como procurar", disse Ellen Stofan. "Na maioria dos casos temos a tecnologia para o fazer, e estamos no caminho de a implementar".
Há décadas que os cientistas procuram sinais de vida extraterrestre. A procura de vida microscópica noutros planetas faz-se de várias formas, incluindo a procura de moléculas orgânicas complexas, como as que foram encontradas recentemente ao redor de um sistema solar em formação, ou de "poluição microscópica", como é o caso de procurar flutuações nos gases das atmosferas de outros planetas que possam ser causadas pela presença de vida. Também muito importante é a busca de água líquida, que se crê essencial para o aparecimento da vida.
"As atividades científicas da NASA forneceram-nos uma vaga de descobertas incríveis relacionadas com a água nas últimas décadas, que nos inspiram a continuar a investigar as nossas origens e as possibilidades fascinantes para os outros mundos e para a vida no universo", explicou Ellen Stofan.
A cientista referia-se ao facto de ter sido encontrada água "em quase todo o lado", como relembra o jornal Washington Post, tanto em planetas como em luas desses planetas. "Estamos a descobrir que o sistema solar é um lugar húmido", disse Jim Green, o diretor de ciência planetária da NASA.