Faz hoje um ano, que partiu desta nossa vida, o grande cidadão e português , Carlos Paredes.
Para quem não tenha qualquer registo musical em casa, deste que foi, o Mestre da guitarra portuguesa, cliquem no título e por favôr não deixem de ouvir com muita emoção, Verdes Anos, Mudar de Vida e tantas outras obras imortais deste músico de excepção.
"A vida é como a música. Deve ser composta de ouvido, com sensibilidade e intuição, nunca por normas rígidas." Samuel Butler
23 julho 2005
21 julho 2005
SERÁ SINA, MESMO?!...
A classe operaria faz grèves, no que está inteiramente no seu direito, mas faz tambem litteratura jornalistica e oratoria sentimental,—o que ridicularisa o trabalho, humilha a austeridade do direito e leza a legitimidade dos interesses, obrigando os obreiros—jornalistas e oradores—a pedirem mais descanços para discretearem, em vez de pedirem mais obra para fazerem. O commercio está arruinado. A lavoura está decadente. A propriedade está hypothecada. Só prosperam, só se procriam, só se reproduzem indefinidamente as instituições de jogo e de usura, as casas de penhores e os bancos!
AS FARPAS RAMALHO ORTIGÃO
Janeiro a Fevereiro de 1873
AS FARPAS RAMALHO ORTIGÃO
Janeiro a Fevereiro de 1873
09 julho 2005
TERRA, MINHA CANÇÃO

A Terra
Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar, Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.
Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.
Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!
Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.
Terra, minha aliada
Na criação!
Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão, Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!
E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás de parir depois...
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.
Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!
A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos...
Água que a manhã bebe No pudor dos atalhos.
Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!
MIGUEL TORGA
08 julho 2005
TERRORISMO ?!!!
È sempre bom relembrar, quando como hoje, se fala tanto de terrorismo, das suas causas e justificações:
“Se invadissem o meu País com tanques e aviões de guerra , eu também me revoltaria contra os invasores”
Sérgio Vieira de Mello _ Alto Comissário da ONU, durante a "ocupação" do Iraque.
“Se invadissem o meu País com tanques e aviões de guerra , eu também me revoltaria contra os invasores”
Sérgio Vieira de Mello _ Alto Comissário da ONU, durante a "ocupação" do Iraque.
02 julho 2005
A Lucidez Poética das Inquietudes

Vai-te, Poesia!
Deixa-me ver a vida
exacta e intolerável
neste planeta feito de carne humana a chorar
onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos
com bandeiras de lume nos olhos,
para fabricar sonhos
carregados de dinamite de lágrimas.
Vai-te, Poesia!
Não quero cantar.
Quero gritar!
José Gomes Ferreira
13 junho 2005
ALVARO CUNHAL
Morreu hoje aquele que foi sem dúvida, o grande líder político partidário português, antes e pós o 25 de Abril. Poderia ter tido uma vida cor de rosa, pois a sua ascendência familiar assim o permitia mas preferiu alistar-se numa causa e tornar-se defensor de valores em que sempre acreditou, até ao último dia da sua vida. Independentemente de estarmos de acordo ou não perante esta verdadeira lição de vida, a sua luta sempre foi admirada e respeitada até pelos seus verdadeiros adversários políticos, é pois hora de nos curvarmos perante tão impar personalidade deste último século.
A VALSINHA DAS MEDALHAS
Assisti na televisão ao 10 de Junho .
Neste ano de 2005 a comemoração realizou-se em Guimarães, tendo o Presidente Sampaio mais uma vez aproveitado o acto solene, para apelar ao verdadeiro patriotismo de todos os portugueses, para que nos lembremos que somos um povo e um País com uma já longa história de 8oo anos, que já sofremos muitos revés mas que soubemos ultrapassá-los com toda a coragem e energias e que está na hora de arregaçarmos as mangas e com este gesto colectivo, darmos todos as mãos a fim de ultrapassarmos mais uma vez esta dificuldade de crise “ financeira e económica”. Tudo bem, vamos a ela, disse eu baixinho, pensando cá para comigo, que destes apelos já estou eu farto de ouvir e como calha sempre aos mesmos, nem preciso de estar de acordo, porque “eles” como de costume encarregar-se-ão de tratar das coisas “democraticamente”. Mas voltando á crise financeira e económica tão repetitivamente empolgada e cujos responsáveis todos sabemos quem foram, é imperioso sem dúvida no contexto sócio- político em que nos encontramos, debelá-la do nosso horizonte mais próximo, penso que só o conseguiremos se realmente todos os portugueses, políticos, empresários, sindicalistas, trabalhadores, estudantes, enfim, todos aqueles que no activo exerçam cargos que podem contribuir para o desenvolvimento produtivo, estiverem sensibilizados e ganhos para uma verdadeira vontade colectiva, em favor do País.
Pois,.... se estivermos todos..., mas para isso é preciso que os eternamente sacrificados (os que realmente transformam, produzem riqueza) destas coisas de crises económicas sejam pelo menos lembrados pelo representante supremo do País, já não digo reconhecidos e medalhados como o foram na habitual Valsinha das Medalhas como bem cantou Rui Veloso, antigos ministros, maus negociadores dos interesses de Portugal no âmbito da Comunidade Europeia, doutores disto e daquilo, realizadores de cinema, jornalistas desportivos e até actores. Algumas destas personagens contribuíram um qualquer cêntimo , para Produto Interno Bruto deste País? O Povo precisa de distracção, eu sei, mas em actos solenes?
Senhor Presidente, telenovelas já temos que chegue, e de melhor qualidade.
Neste ano de 2005 a comemoração realizou-se em Guimarães, tendo o Presidente Sampaio mais uma vez aproveitado o acto solene, para apelar ao verdadeiro patriotismo de todos os portugueses, para que nos lembremos que somos um povo e um País com uma já longa história de 8oo anos, que já sofremos muitos revés mas que soubemos ultrapassá-los com toda a coragem e energias e que está na hora de arregaçarmos as mangas e com este gesto colectivo, darmos todos as mãos a fim de ultrapassarmos mais uma vez esta dificuldade de crise “ financeira e económica”. Tudo bem, vamos a ela, disse eu baixinho, pensando cá para comigo, que destes apelos já estou eu farto de ouvir e como calha sempre aos mesmos, nem preciso de estar de acordo, porque “eles” como de costume encarregar-se-ão de tratar das coisas “democraticamente”. Mas voltando á crise financeira e económica tão repetitivamente empolgada e cujos responsáveis todos sabemos quem foram, é imperioso sem dúvida no contexto sócio- político em que nos encontramos, debelá-la do nosso horizonte mais próximo, penso que só o conseguiremos se realmente todos os portugueses, políticos, empresários, sindicalistas, trabalhadores, estudantes, enfim, todos aqueles que no activo exerçam cargos que podem contribuir para o desenvolvimento produtivo, estiverem sensibilizados e ganhos para uma verdadeira vontade colectiva, em favor do País.
Pois,.... se estivermos todos..., mas para isso é preciso que os eternamente sacrificados (os que realmente transformam, produzem riqueza) destas coisas de crises económicas sejam pelo menos lembrados pelo representante supremo do País, já não digo reconhecidos e medalhados como o foram na habitual Valsinha das Medalhas como bem cantou Rui Veloso, antigos ministros, maus negociadores dos interesses de Portugal no âmbito da Comunidade Europeia, doutores disto e daquilo, realizadores de cinema, jornalistas desportivos e até actores. Algumas destas personagens contribuíram um qualquer cêntimo , para Produto Interno Bruto deste País? O Povo precisa de distracção, eu sei, mas em actos solenes?
Senhor Presidente, telenovelas já temos que chegue, e de melhor qualidade.
11 junho 2005
PALHAÇO POBRE, PALHAÇO RICO?!...
Palhaçadas
No mais recente episódio protagonizado pelo palhaço político a claque de apoio não lhe regateou aplausos. Recordemos os factos:
1 - O palhaço voltou a chamar bastardos e filhos da puta a todos os que contestam a sua actuação.
2 - O presidente do sindicato da classe ofendida, por sinal também político em serviço público nas fileiras da ortodoxia comunista, lembrou-se de pedir a intervenção do chefe de todas as corporações.
3 --O chefe fez questão de lembrar que já deu para esse peditório e aconselhou os ofendidos a utilizar o tempo de antena que têm ao seu dispor.
4 - Na casa da democracia regional, os que comem à mesa com o palhaço político aplaudiram de pé os seus dotes oratórios. Os ofendidos voltaram a dar notícia do facto.O chefe mandou responder à letra e a gente obedece. O senhor político é o único palhaço português eleito por sufrágio directo e universal. A comunicação social portuguesa também é culpada porque dá demasiado tempo de antena a palhaços. Livrem-nos deste circo.
P.S. Fica registado o necessário pedido de desculpas a todos os verdadeiros artistas de circo que não têm nada a ver com este filme.
A Semana Política
Paulo Baldaia _DN
No mais recente episódio protagonizado pelo palhaço político a claque de apoio não lhe regateou aplausos. Recordemos os factos:
1 - O palhaço voltou a chamar bastardos e filhos da puta a todos os que contestam a sua actuação.
2 - O presidente do sindicato da classe ofendida, por sinal também político em serviço público nas fileiras da ortodoxia comunista, lembrou-se de pedir a intervenção do chefe de todas as corporações.
3 --O chefe fez questão de lembrar que já deu para esse peditório e aconselhou os ofendidos a utilizar o tempo de antena que têm ao seu dispor.
4 - Na casa da democracia regional, os que comem à mesa com o palhaço político aplaudiram de pé os seus dotes oratórios. Os ofendidos voltaram a dar notícia do facto.O chefe mandou responder à letra e a gente obedece. O senhor político é o único palhaço português eleito por sufrágio directo e universal. A comunicação social portuguesa também é culpada porque dá demasiado tempo de antena a palhaços. Livrem-nos deste circo.
P.S. Fica registado o necessário pedido de desculpas a todos os verdadeiros artistas de circo que não têm nada a ver com este filme.
A Semana Política
Paulo Baldaia _DN
04 junho 2005
O CANTADOR
Inevitavelmente, fui assistir ao concerto de Fausto no passado dia 27 de Maio no CCB. Esta foi a minha sexta presença em espectáculos deste Cantor Maldito. Lembro-me de todos eles, espaçados no tempo, desde finais dos anos setenta até hoje, e este foi talvez o de mais difícil “leitura”, e digo assim, porque só o compreendi depois de ter lido a entrevista que o próprio autor/compositor deu ao Jornal “A Capital”, distribuído gratuitamente no hall de entrada do CCB, antes de se dar inicio ao espectáculo. Os textos por serem enormes, com elevado grau de dificuldade ao nível da interpretação, como ele reconheceu, foram dificilmente percebidos pelo público, tal o ritmo necessário do Cantador para que coubessem dentro dos trechos musicais,... e depois a sensação com que fiquei no final do concerto, era de que pela primeira vez tinha sentido uma certa frustração em relação à forma como terminou. Habituados (os indefectíveis seguidores) como estamos, aos, Por este Rio Acima, Para Além das Cordilheiras, Atras dos Tempos vêm Tempos, ficou neste dia 27 de Maio, algo por saborear musicalmente, mas pronto, como o próprio Fausto disse na “A Capital”, na sua trilogia de percurso, há que colocar de parte o que está feito e percorrer outros caminhos, a começar por esta Opera Mágica do Cantor Maldito . Sempre.
17 maio 2005
INQUIETAÇÃO
Neste dia 17 de Maio de 2005, apetecia-me gritar, mas um grito enorme que vibrasse exageradamente nos timpanos de quem nos anda a lixar e acusticamente inserido numa VONTADE colectiva de mudar qualquer coisa neste cada vez mais, desgraçado e depauperado País. Será que em pleno século XXI, temos nós, pagadores de impostos e contribuintes desta “cambada engravatada e escolopêndrica” como apelidou e bem Zeca Afonso, de estar sujeitos a uma resignação cada vez mais doentia, perante todo este espectáculo de sabermos que aqueles que andam a brincar com o nosso dinheiro, nada lhes acontecer e ainda por cima, se autoproporem a novos mandatos para os lugares, onde precisamente defraudaram o erário público ? Será que nesta “democracia”, não há um qualquer poder, um que seja, eleito legitimamente por todos nós, que faça cumprir aquilo que de pouco nos resta nesta quinta de malfeitores, que é, a exigência de haver dignidade por parte de quem ocupa o poder nos vários orgãos institucionais e respeito para com aqueles que nas urnas depositam periodicamente o tal papelinho, ex-libris ou não, do chamado acto cívico e democrático ? Tantas ajudas da CE, tantas promessas não cumpridas, tantos energias desbaratadas, para quê? Dizem que estamos pior do que há uns anos atrás. Mas será que verdadeiramente o País não sabe trilhar o caminho correcto, a exemplo do que aconteceu com outros da nossa galáxia? Será das pessoas? Será dos dirigentes ou dos dirigidos? Será necessário começar tudo de novo ou temos capacidade de dar a volta a isto , em que os sacrifícios sejam repartidos proporcionalmente por todos?
27 abril 2005
25 ABRIL
25 Abril 2005
Talvez isto seja mesmo assim. As comemorações de certas datas que fizeram história, na História do nosso País, tendem a esfumarem-se no tempo, como se de nuvens passageiras sem retorno se tratassem. Para quem viu brotar, as razões desta comemoração, em pleno Abril do ano de 1974, compreende, agora que a distância temporal o permite concluir, que afinal tudo é dinâmico e precedido sempre de motivações tão diversas e interpretadas de tão variadas maneiras, que aquilo que fazia sentido há trinta anos, fica ridicularizado quando dito da mesmíssima maneira hoje, e em circunstâncias tão diferentes. Fui, mais uma vez, na noite de 24 Abril, assistir às comemorações da Revolução dos Cravos, na Praça S. João Baptista em Almada. Digo-o, sem qualquer reserva ou ambiguidade, que o que mais pesou na minha tomada de decisão, e estou certo, talvez de grande parte das pessoas que lá estavam, foi sem dúvida, a sempre esperada e agradável actuação de Rui Veloso e dos Clã. Agora..., ouvir no intervalo da actuação destes dois interpretes, no habitual discurso comemorativo, a Presidente da Câmara proclamar aos sete ventos, “Fascismo nunca mais”, inserido num discurso despropositado e exageradamente inflamado, não têm, passe o simplismo do justificativo, qualquer razão de ser. A Senhora Emília de Sousa, já devia ter compreendido que aqueles jovens, que eram a maioria da plateia no Largo S. João Baptista, estavam ali para “curtir” um pouco de música, e desligam-se cada vez mais de quem lhes fala assim, porque as mensagens proferidas nada ou pouco significam, para quem os problemas quotidianos não são o Fascismo, mas sim, as dificuldades de arranjar emprego, a alto custo das habitações, a degradação urbanística, a falta de segurança, enfim, um sem número de problemas que afligem os cidadãos de qualquer cidade deste País, e isto, Cara Emília de Sousa, não tem nada a vêr com fascismo, por vezes, até passa pela vontade de fazer “obra” a nível local e não passar o tempo a desculparem-se da inoperância e demoras do Poder Central. Para mim o 25 Abril é uma data a comemorar enaltecendo as suas virtualidades sociais, não um suporte de poder para o justificar no presente e ainda pior , igualmente no futuro.
Talvez isto seja mesmo assim. As comemorações de certas datas que fizeram história, na História do nosso País, tendem a esfumarem-se no tempo, como se de nuvens passageiras sem retorno se tratassem. Para quem viu brotar, as razões desta comemoração, em pleno Abril do ano de 1974, compreende, agora que a distância temporal o permite concluir, que afinal tudo é dinâmico e precedido sempre de motivações tão diversas e interpretadas de tão variadas maneiras, que aquilo que fazia sentido há trinta anos, fica ridicularizado quando dito da mesmíssima maneira hoje, e em circunstâncias tão diferentes. Fui, mais uma vez, na noite de 24 Abril, assistir às comemorações da Revolução dos Cravos, na Praça S. João Baptista em Almada. Digo-o, sem qualquer reserva ou ambiguidade, que o que mais pesou na minha tomada de decisão, e estou certo, talvez de grande parte das pessoas que lá estavam, foi sem dúvida, a sempre esperada e agradável actuação de Rui Veloso e dos Clã. Agora..., ouvir no intervalo da actuação destes dois interpretes, no habitual discurso comemorativo, a Presidente da Câmara proclamar aos sete ventos, “Fascismo nunca mais”, inserido num discurso despropositado e exageradamente inflamado, não têm, passe o simplismo do justificativo, qualquer razão de ser. A Senhora Emília de Sousa, já devia ter compreendido que aqueles jovens, que eram a maioria da plateia no Largo S. João Baptista, estavam ali para “curtir” um pouco de música, e desligam-se cada vez mais de quem lhes fala assim, porque as mensagens proferidas nada ou pouco significam, para quem os problemas quotidianos não são o Fascismo, mas sim, as dificuldades de arranjar emprego, a alto custo das habitações, a degradação urbanística, a falta de segurança, enfim, um sem número de problemas que afligem os cidadãos de qualquer cidade deste País, e isto, Cara Emília de Sousa, não tem nada a vêr com fascismo, por vezes, até passa pela vontade de fazer “obra” a nível local e não passar o tempo a desculparem-se da inoperância e demoras do Poder Central. Para mim o 25 Abril é uma data a comemorar enaltecendo as suas virtualidades sociais, não um suporte de poder para o justificar no presente e ainda pior , igualmente no futuro.
PSL_FIM
Depois de ter sido dos mais contestados ocupantes de S. Bento, tendo sido o líder partidário, responsável, pela maior derrota que alguma vez o seu partido sofreu em eleições legislativas, depois de encenar interesseiramente , o entra-não-entra, no retomar da Presidência da CML,
este homem poderia no minímo, ter sido bafejado pela iluminação de um qualquer Espirito Santo, e num gesto de lucidez racional, ter-se retirado com a dignidade que a situação merecia. Não foi isso que fez..., teve que ser linearmente “chutado” do cargo que pretendia prosseguir, na sua derrocada política, por um seu colega , de quem os avisos proferidos no último Congresso do partido, onde foi “eleito”, não mereceram a escuta devida. Agora só lhe resta, quem sabe, chamar a si, aquelas referências culturais em que se apoiou, em aparições públicas, cantores do nacional-cançãonetismo , actores reformados pelo próprio PSL quando foi ministro da cultura do governo de Cavaco Silva, enfim, alguns poucos mais, a quem a dádiva de um qualquer favôr é sempre recompensada por uma qualquer necessária, operação de marketing, e presidir a uma impensável Associação onde caibam os seguido/frustro/desiludidos, Santanetes. Que descanse em paz, politicamente, é claro.
este homem poderia no minímo, ter sido bafejado pela iluminação de um qualquer Espirito Santo, e num gesto de lucidez racional, ter-se retirado com a dignidade que a situação merecia. Não foi isso que fez..., teve que ser linearmente “chutado” do cargo que pretendia prosseguir, na sua derrocada política, por um seu colega , de quem os avisos proferidos no último Congresso do partido, onde foi “eleito”, não mereceram a escuta devida. Agora só lhe resta, quem sabe, chamar a si, aquelas referências culturais em que se apoiou, em aparições públicas, cantores do nacional-cançãonetismo , actores reformados pelo próprio PSL quando foi ministro da cultura do governo de Cavaco Silva, enfim, alguns poucos mais, a quem a dádiva de um qualquer favôr é sempre recompensada por uma qualquer necessária, operação de marketing, e presidir a uma impensável Associação onde caibam os seguido/frustro/desiludidos, Santanetes. Que descanse em paz, politicamente, é claro.
21 abril 2005
Figo
[Figo voltou a abordar a possibilidade de regressar à Selecção Nacional: “Deixei-a porque estava de certa forma cansado, queimado por tantos anos, e para dedicar-me totalmente ao clube. Como agora não jogo, o meu pensamento é diferente".]
Estas palavras proferidas pelo Figo a um Jornal espanhol, deixairam-me completamente desiludido. Então aquela imagem de dedicação, profissionalismo, patriotismo até, ao ponto de deixar de jogar na Selecção depois do Euro 2004, para que outros mais novos tivessem a sua oportunidade, rejuvenescendo asssim a equipa de todos nós, afinal, tudo isto que o Figo fez e disse... era tão sómente para ter tempo de se dedicar com mais afinco ao seu clube, ou seja, o Real Madrid. Ou seja, o "nosso" Figo, colocou os seus interesses e do Real Madrid, acima dos interesses da Selecção e consequentemente do País.
Toda aquela imagem de dedicação e apreço que eu tinha pelo Figo, a partir deste momento está colocada em causa, até prova em contrário.
Estas palavras proferidas pelo Figo a um Jornal espanhol, deixairam-me completamente desiludido. Então aquela imagem de dedicação, profissionalismo, patriotismo até, ao ponto de deixar de jogar na Selecção depois do Euro 2004, para que outros mais novos tivessem a sua oportunidade, rejuvenescendo asssim a equipa de todos nós, afinal, tudo isto que o Figo fez e disse... era tão sómente para ter tempo de se dedicar com mais afinco ao seu clube, ou seja, o Real Madrid. Ou seja, o "nosso" Figo, colocou os seus interesses e do Real Madrid, acima dos interesses da Selecção e consequentemente do País.
Toda aquela imagem de dedicação e apreço que eu tinha pelo Figo, a partir deste momento está colocada em causa, até prova em contrário.
17 abril 2005
PSL_1
É confrangedor, vêr o homem a estrebuchar nos seus últimos suspiros, de vida pública. Como já pouca gente lhe liga, até os seus comparsas de partido não compareceram no jantar de solidariedade, e pouco tempo de antena já tem direito, então o que é que este génio da politica pensou fazer? Bem, convocar a comunicação social para as obras inacabadas das Amoreiras/Marquês de Pombal, preparando-se para anunciar que o trânsito afinal vai ser alterado para melhor, claro. É evidente que do que ele quer falar é das próximas eleições autárquicas, e aí os jornalistas colocam-se a jeito, fazendo-lhe as mais variadas perguntas sobre a forma como vai reagir á decisão de Marques Mendes. É aqui que de uma forma cínica, passa a representar o papel de vítima, dizendo que afinal, deixou Figueira da Foz a pedido do Durão Barroso e com grande sacrificio pessoal etc...etc... para o partido ganhar Lisboa, portanto nesta altura, e agora concluo eu, o que me parece òbvio, o partido tem uma divida de gratidão para com o cidadão PSL. Espectacular, como diria o gordo Fernando Mendes, do concurso televisivo. Será que o homem não sabe fazer mais nada, do que viver da política? Inscreva-se numa qualquer Escola Profissional, talvez aprenda qualquer coisa de útil para si... e para o País.
13 abril 2005
PSL
Eu acho que o homem não tem qualquer pinga de vergonha. Então depois de ter demonstrado a todos nós, que a capacidade e elegância de gerir o que quer que seja, é aquilo que não tem e dificilmente irá ter, sem qualquer decoro, sobe á tribuna do Congresso do seu partido e proclama aos ventos de que o que é necessário, é retirar poderes ao Presidente sa Republica, para que futuramente nenhum poder maioritáriamente eleito possa ser demitido pelo PR, indepentemente de fazer todas as patifarias que bem entender e as malicências que quiser, sempre em nome do Povo. Ele, o PSL, ainda não compreendeu, ou então quer fazer de todos nós patetas, que pelo facto de ter plantado na Figueira umas palmeiras, de ter esburacado o centro de Lisboa e de ter dito umas banalidades como comentador desportivo, isto em nada poderia contribuir para se tornar num POLITICO. Não basta chamar sempre o Sá Carneiro, sempre que precisa de bengala, para se caracterizar politicamente. Ò homem seja aquilo que é..., olhe candidate-se ao SCP e seja feliz.
29 março 2005
PALMA, SEMPRE
O tempo não sabe nada,
O tempo não tem razão.
O tempo nunca existiu,
O tempo é nossa invenção.
Se abandonarmos as horas, não nos sentimos sós,
Meu amor, o tempo somos nós.
De Eternamente Tu de Jorge Palma
O tempo não tem razão.
O tempo nunca existiu,
O tempo é nossa invenção.
Se abandonarmos as horas, não nos sentimos sós,
Meu amor, o tempo somos nós.
De Eternamente Tu de Jorge Palma
26 março 2005
VPV
É lúgubre
Apareceu em cena um novo grupo com o propósito pouco original de salvar a Pátria e "refundar" a direita, neste caso o PSD. O chefe é o miraculado António Borges (que Deus salvou de um desastre de avião para nosso futuro gozo e benefício) e os comparsas já anunciados Leonor Beleza, Rui Rio, Aguiar Branco, Jorge Bleck (quem?...), Silveira Botelho e Alexandre Relvas. Como de costume, o chefe foi à televisão (à RTP, evidentemente) dizer de sua justiça e, como de costume, não tinha nada a dizer. Tudo espremido, Borges não passou da velha panaceia liberal, mil vezes repetida desde Thatcher e Reagan: reduzir o Estado, baixar impostos, privatizar e desregular. Falou também na "integridade" da política e no espírito de serviço público, duas baboseiras sem sentido, que ele piedosamente toma a sério. Se ele quer de facto, e jurou que sim, "discutir ideias", tem de arranjar primeiro meia dúzia delas.O mal disto não é o exercício em si, que de resto a lei garante e protege. O mal é a espécie de indivíduos que hoje sentem em si próprios a irresistível vocação de nos pastorear. De onde vêm eles? Que tradições representam? Quem os recomenda e apoia fora do pequeno mundo em que circulam? Ninguém sabe. Aconteceu o mesmo com o Compromisso Portugal e o Portugal Positivo. Um certo sucesso, uma certa competência e muita "modernidade" saloia chegaram para convencer personagens dolorosamente modestas da sua importância e lucidez. Para governar bem, julgam elas, basta aplicar as boas regras, como qualquer gestor em qualquer empresa ou em qualquer país "competitivo". A suspeita de que há uma diferença entre Portugal e a Irlanda ou, por exemplo, a Goldman Sachs não penetra, nem pode penetrar, naquelas cabeças. Embora substancialmente melhor e com uma vida que de Boliqueime a São Bento lhe ensinou muita coisa, Cavaco inaugurou a estirpe dos políticos que não conheciam Portugal: a história, a sociedade, a cultura. Estes de agora só vão até ontem. Antes de Cavaco o país não existia e hoje só existe como abstracção estatística. Daí a presunção absurda de que ele é uma massa moldável, a que basta aplicar as pressões convenientes, com o indispensável complemento de optimismo e fé: o famoso "acreditar em nós" tão útil no futebol e na economia. Não se consegue imaginar indigência mental mais devastadora e lúgubre. Mas com certeza o PSD vai gostar.Vasco Pulido Valente
Apareceu em cena um novo grupo com o propósito pouco original de salvar a Pátria e "refundar" a direita, neste caso o PSD. O chefe é o miraculado António Borges (que Deus salvou de um desastre de avião para nosso futuro gozo e benefício) e os comparsas já anunciados Leonor Beleza, Rui Rio, Aguiar Branco, Jorge Bleck (quem?...), Silveira Botelho e Alexandre Relvas. Como de costume, o chefe foi à televisão (à RTP, evidentemente) dizer de sua justiça e, como de costume, não tinha nada a dizer. Tudo espremido, Borges não passou da velha panaceia liberal, mil vezes repetida desde Thatcher e Reagan: reduzir o Estado, baixar impostos, privatizar e desregular. Falou também na "integridade" da política e no espírito de serviço público, duas baboseiras sem sentido, que ele piedosamente toma a sério. Se ele quer de facto, e jurou que sim, "discutir ideias", tem de arranjar primeiro meia dúzia delas.O mal disto não é o exercício em si, que de resto a lei garante e protege. O mal é a espécie de indivíduos que hoje sentem em si próprios a irresistível vocação de nos pastorear. De onde vêm eles? Que tradições representam? Quem os recomenda e apoia fora do pequeno mundo em que circulam? Ninguém sabe. Aconteceu o mesmo com o Compromisso Portugal e o Portugal Positivo. Um certo sucesso, uma certa competência e muita "modernidade" saloia chegaram para convencer personagens dolorosamente modestas da sua importância e lucidez. Para governar bem, julgam elas, basta aplicar as boas regras, como qualquer gestor em qualquer empresa ou em qualquer país "competitivo". A suspeita de que há uma diferença entre Portugal e a Irlanda ou, por exemplo, a Goldman Sachs não penetra, nem pode penetrar, naquelas cabeças. Embora substancialmente melhor e com uma vida que de Boliqueime a São Bento lhe ensinou muita coisa, Cavaco inaugurou a estirpe dos políticos que não conheciam Portugal: a história, a sociedade, a cultura. Estes de agora só vão até ontem. Antes de Cavaco o país não existia e hoje só existe como abstracção estatística. Daí a presunção absurda de que ele é uma massa moldável, a que basta aplicar as pressões convenientes, com o indispensável complemento de optimismo e fé: o famoso "acreditar em nós" tão útil no futebol e na economia. Não se consegue imaginar indigência mental mais devastadora e lúgubre. Mas com certeza o PSD vai gostar.
24 março 2005
Fausto
O Espectáculo está agendado para dia 27 de Maio no CCB. Não quero perder, por mais uma vez, a actuação deste cantor Maldito, Trovador mas nunca bobo, Sinaleiro, mas nunca policia, o solitário mais Solidário que conheço, como disse e bem, João Gobern.
23 março 2005
MOURINHO
"O Benfica merece ganhar o campeonato"
Entrevista exclusiva a José Mourinho
Será que verdadeiramente o homem têm mesmo razão? Eu sempre tive, contráriamente talvez á maioria dos pensantes opinadores desta terra, boa impressão do Mourinho. Acho que quando se trata de avaliar a capacidade de alguém no desempenho da sua função profissional ou outra, nunca se deve misturar as várias vertentes da personalidade da pessoa com o valor real que ela têm como profissionais. Ou seja, o Mourinho é aquilo que é, e aí não temos nada com isso, outra coisa é que, por onde passa como treinador de futebol deixa marca, e isto é inegável e comprovativo, como forma de avaliar a sua eficiência e qualidades profissionais. O resto são cantigas.
Entrevista exclusiva a José Mourinho
Será que verdadeiramente o homem têm mesmo razão? Eu sempre tive, contráriamente talvez á maioria dos pensantes opinadores desta terra, boa impressão do Mourinho. Acho que quando se trata de avaliar a capacidade de alguém no desempenho da sua função profissional ou outra, nunca se deve misturar as várias vertentes da personalidade da pessoa com o valor real que ela têm como profissionais. Ou seja, o Mourinho é aquilo que é, e aí não temos nada com isso, outra coisa é que, por onde passa como treinador de futebol deixa marca, e isto é inegável e comprovativo, como forma de avaliar a sua eficiência e qualidades profissionais. O resto são cantigas.
22 março 2005
Sócrates
Do pouco que vi relacionado com a apresentação/discussão do Programa do Governo/Sócrates, a sensação que fica, é de que afinal o Sampaio tinha mesmo razão.Viu-se talvez pela primeira vez, confragedoramente no Parlamento, numa apresentação de Programa de Governo a não existência de uma Oposição de dentes afiados, á espera e preparada para morder á mais pequena oportunidade, no novo Governo. Afinal isto estava tudo preso por arames, em referência a quem estava no poder, bem entendido, Santana/Portas e Companhia, era tudo faz-de-conta, tudo era envernizado para dar a sensação de que alguém tinha poder a nível governamental. Bastou o Presidente questionar a "Companhia", via voto eleitoral, para que os partidos PPD/PSD/PP se desmoronasse por uma qualquer implosão partidária.
INICIO
Começo por dizer que o Inicio é sempre o começo de qualquer coisa. É mais uma oportunidade para podermos dizer tudo, correndo o risco de sermos escutados... espero que daqui para diante, o silêncio se esvaia-a no infinito.
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