25 novembro 2015

Rosa Biónica


Floresceu a primeira rosa biónica





Foi criada a primeira flor com circuitos elétricos.

Investigadores da Universidade de Linköping, na Suécia, colocaram polímeros semicondutores numa rosa, transformando-a assim na primeira flor com circuitos elétricos. A primeira rosa biónica floresceu graças a uma nova linha de pesquisa que combina eletrónica orgânica e biologia vegetal para estudar a atividade elétrica produzida naturalmente pelas plantas.

Os circuitos elétricos e sensores desenvolvem-se dentro da rede de vasos em que flui a seiva da rosa sem os danificarem e foram criados de forma a transmitir energia, bem como regular o crescimento da planta e mudar a cor das folhas.

Magnus Berggren, o professor de orgânica eletrónica que liderou a investigação, afirmou no comunicado publicado no website da universidade sueca que será possível agora construir um sistema neuronal para gravar e regular a fisiologia da planta, ao combinar os sensores com dispositivos de distribuição. Isto vai permitir regular a separação de hormonas para impedir que as rosas sequem por falta de água, podendo assim sobreviver a períodos de seca.

O estudo tinha o objetivo de manipular o ADN das flores sem o modificar, recorrendo a componentes eletrónicos. Na prática, as plantas podem ser enriquecidas sem serem danificadas, como explicou Berggren.

A alteração de algumas características, como o tempo de florescimento de uma planta, pode ser bastante prejudicial para um ecossistema se for feita de forma permanente, explicou o professor, mas um interruptor eletrónico seria reversível.

Para as culturas alimentares, no entanto, Berggren alerta que teriam que provar primeiro que os polímeros não chegam às frutas, sementes ou partes comestíveis da planta






29 setembro 2015

Água em Marte!




"Não é o planeta seco e árido que imaginávamos no passado". Descoberta aumenta as hipóteses de haver vida. Existência de água facilita exploração de Marte por astronautas.
Corre água líquida na superfície de Marte. A revelação é da NASA, a agência espacial norte-americana, que anunciou a descoberta esta segunda-feira numa conferência de imprensa. Ao jornal britânico The Guardian, porém, o líder do Programa de Exploração de Marte explica, antecipadamente, que há provas da presença de água em estado líquido no planeta vermelho, o que pode representar um ambiente favorável à existência de vida.
Michael Meyer, principal investigador na pesquisa sobre Marte, contou ao Guardian que a presença de água líquida, embora ainda se desconheça a sua origem, indica que seja "pelo menos possível ter um ambiente habitável atualmente" no planeta vizinho.
A água líquida corre pelos vales e crateras marcianos durante os meses de verão, explicam os cientistas. A equipa ainda não percebeu de onde vem essa água. Pode ter origem em depósitos subterrâneos de água salgada ou gelada que sobe à superfície nas alturas mais quentes, ou pode condensar a partir do vapor de água no ar. É possível ver os rastos deixados na superfície pelo fluxo da água nas fotografias tiradas por satélites em órbita.




A NASA divulgou esta simulação de como seria sobrevoar uma das colinas onde as linhas de água foram observadas. A água está representada a preto.
A descoberta de água em estado líquido no planeta Marte, o planeta mais próximo da Terra e aquele que é mais parecido com ela em temperatura, é um objetivo da ciência há décadas. Agora, os cientistas acreditam que esta descoberta aumenta as hipóteses de que exista vida em Marte. A existência de água também pode facilitar uma futura exploração de Marte por astronautas.
Desde 2011 que há suspeitas de que as linhas escuras visíveis nas imagens de satélite, que se formam, nos meses mais quentes do ano marciano, na superfície do planeta se deveriam a água corrente. Quando os cientistas da equipa de Lujendra Ojha, do Instituto de Tecnologia do estado norte-americano da Georgia, analisaram essas linhas com luz infravermelha, perceberam que existiam sais dissolvidos em água nas paredes dos vales onde as linhas surgiam - sais que não estavam presentes antes do aparecimento dessas linhas. A descoberta comprovava a presença de água corrente salgada nos meses quentes. É importante lembrar que a água pura em Marte é muito instável, tornando-se facilmente em vapor ou em gelo devido à baixa pressão atmosférica.
Conferência de imprensa em direto
A conferência da NASA, em que foi anunciada esta descoberta e os seus pormenores, decorreu entre as 16.30 e as 17.30, hora de Lisboa.
"Se recuarmos três mil milhões de anos e olharmos para Marte, Marte era muito diferente" do que é hoje, explicou Jim Green, diretor de ciência planetária da NASA e o primeiro orador a tomar a palavra, descrevendo que a atmosfera do planeta era mais rica, e existia um enorme oceano. "Mas Marte sofreu grandes alterações climáticas e perdeu a sua água de superfície".
Segue-se a grande revelação do "mistério" que a NASA promovia há semanas: "Marte não é o planeta seco e árido que imaginávamos no passado. Hoje anunciamos que, nalgumas circunstâncias, encontrámos água líquida em Marte", afirmou Jim Green.
Michael Meyer, líder do projeto da NASA de Exploração de Marte, explicou em seguida que as linhas escuras que é possível ver na superfície de Marte se tratam de água corrente - ribeiros que se formam na primavera, engrossam durante o verão e desaparecem com a chegada do outono. As temperaturas mais quentes permitem a formação dessas linhas de água corrente.
Inicialmente, porém, quando as linhas foram avistadas, os cientistas deram-lhes o nome de "Linhas Recorrentes nas Encostas" (RSL na sigla inglesa), para que o nome fosse apenas descritivo do aspeto das linhas e não contivesse nenhuma suposição acerca do que as causava, permitindo um estudo mais objetivo. O investigador principal da câmara de alta definição HiRISE, Alfred McEwen, participa na conferência ao telefone a partir de Nantes, em França, e explica que as linhas se formam quando Marte está mais perto do Sol. Marte tem uma órbita mais excêntrica do que a Terra, ou seja, a sua órbita ao redor do Sol tem um ponto mais próximo e um ponto mais longínquo do que o que acontece na Terra, gerando verões mais quentes e invernos mais frios.
Lujendra Ojha, identificado na conferência de imprensa como Luju, a sua alcunha, também fala a partir de Nantes. Ojha conta que a sua equipa estudou as linhas escuras em Marte através de uma técnica científica de análise da luz conhecida como espectroscopia. A espectroscopia permite analisar a composição química dos materiais através da "assinatura" que cada elemento químico deixa na luz que reflete, consoante as frequências de luz que absorve e as que reflete.
Recorrendo a essa técnica, a equipa de Ojha analisou as falésias onde se formavam as linhas antes de estas surgirem e durante o período em que estas são observáveis. Os cientistas conseguiram assim constatar a presença de água, através da assinatura química de certos sais que se encontram dissolvidos nela. Os sais hidratados só se encontravam presentes quando as linhas escuras apareciam, o que permitiu concluir que as linhas se tratavam de água corrente. Os sais dissolvidos na água permitem que esta se torne mais estável, mantendo-se em estado líquido mesmo apesar das variações de temperatura, algo que não acontece com a água pura.




Mary Beth Wilhelm, do centro de investigação de Ames, da NASA, acrescenta que a água líquida é um "ingrediente essencial para a vida". Ainda não se sabe quão habitável seria esta água para micróbios semelhantes aos da Terra: isso depende da sua temperatura e da concentração dos sais. A água descoberta será muito mais salgada do que os oceanos da Terra, podendo mesmo ter uma aparência mais semelhante à da terra húmida.
Wilhelm acrescenta que uma futura exploração humana de Marte seria facilitada pela presença de água líquida no planeta, pelo que é importante perceber melhor como se forma esta água líquida, seja por condensação do vapor do ar ou derretimento de reservas subterrâneas geladas, e saber qual a sua composição. Wilhelm explicou que os sais descobertos dissolvidos na água foram descobertos em várias partes diferentes do planeta.

Durante a sessão de perguntas e respostas com os jornalistas, o astronauta John Grunsfeld, também administrador de missões na NASA, mostrou-se otimista com a ideia de que a descoberta "deste tipo de recursos" pudesse ajudar a enviar astronautas para Marte. As colinas íngremes por onde a água escorre não são acessíveis aos módulos que a NASA tem no solo marciano, mas poderiam ser trepadas por astronautas, acrescenta Grunsfeld. John Grunsfeld anunciou no início da sessão que vestia a sua roupa de astronauta intencionalmente. "Nós vamos a Marte", declarou. Ao encerrar a conferência de imprensa, alertou: "Por favor mantenham-se atentos à ciência, porque a ciência nunca dorme. Estamos sempre a descobrir coisas novas".


Fonte -  DN    


13 agosto 2015

Tempestade Demográfica Perfeita



 ''Financial Times' destaca "tempestade demográfica perfeita" em Portugal.

O jornal britânico fala na combinação de uma taxa de natalidade em queda, uma grave recessão e uma onda de emigração que está a tornar o país numa sociedade de famílias de um só filho.
A notícia escrita pelo correspondente do Financial Times em Lisboa, Peter Wise, lembra que Portugal tem a mais baixa taxa de fertilidade da Europa (1,21 em 2013), e que dentro dos 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), apenas a Coreia do Sul tem um valor pior.
O jornal continua a falar das estatísticas para lembrar que entre 2010 e 2014 o país perdeu 198 mil habitantes (quase 2% da população) porque o número de mortes excede o dos nascimentos e a emigração aumentou. "Com um terço dos jovens com menos de 25 anos sem emprego, centenas de milhares de pessoas, na sua maioria jovens, decidiram emigrar", lê-se no artigo.
Além do mais, "outro mergulho na fertilidade é óbvio desde o início da crise financeira", indica o Financial Times, citando um relatório da OCDE. O jornal usa então a expressão "tempestade demográfica perfeita", dizendo citar o editorial de um jornal português, para definir a situação.
Nos piores cenários do Instituto Nacional de Estatística, a população portuguesa cairá para os 6,3 milhões em 2060. Mas mesmo nas projeções mais otimistas, Portugal deverá perder dois milhões de habitantes em 45 anos.
O artigo arranca com o exemplo de um grupo de vestuário para crianças (Goucam), de Viseu, que oferece um "incentivo de maternidade" no valor do salário mínimo (505 euros) aos funcionários que tenham filhos.


   Fonte -  Diário de Notícias 



24 julho 2015

Nova Terra!!!






O novo planeta Kepler 452b é maior do que a Terra e anda ao redor de uma estrela como o Sol numa órbita que tem 385 dias.

Um ano tem 385 dias, a temperatura é ideal para a existência de água líquida, e a luz vem de uma estrela muito parecida com o Sol. Mas este planeta tão parecido com a Terra está a 1400 anos-luz de distância, na constelação do Cisne. É o Kepler 452b, e foi revelado esta quinta-feira pela NASA no âmbito da missão do telescópio Kepler, que procura planetas semelhantes à Terra fora do nosso sistema solar.
O novo planeta é muito parecido com a Terra, mas é maior - tem cerca de cinco vezes a massa do nosso planeta, e o seu equador é maior em cerca de 60 por cento. E também é mais antigo: o Kepler 452b tem mais seis mil milhões de anos de idade do que o planeta onde vivemos.
Mas tem muitas semelhanças com a Terra, incluindo o facto de se encontrar naquela que é conhecida como a "zona habitável" da sua estrela, a zona onde a temperatura à superfície do planeta permite que exista água líquida. De acordo com a experiência da Terra, a água líquida é um elemento essencial para o aparecimento da vida, razão que justifica a importância dada a esse pormenor.
O telescópio Kepler dedica-se à busca de exoplanetas que estejam na zona habitável das suas estrelas, e o Kepler 452b é um de doze a ser apresentado hoje, dos quais é o primeiro a estar confirmado, e é o único a ser descoberto na zona habitável de uma estrela da mesma categoria que o Sol, conforme anunciou hoje a NASA numa conferência e em comunicado.
O Kepler 452b tem a temperatura ideal para suportar água líquida na sua superfície, mas ainda não se sabe se realmente terá uma superfície. O New York Times explica que o tamanho do novo planeta não deixa perceber com certeza se este será um planeta rochoso, como a Terra ou Marte, ou um planeta gasoso, que não tem superfície sólida, como Saturno ou Neptuno.
Como o novo planeta "gémeo" da Terra é seis mil milhões de anos mais velho do que ela, e passou todo esse tempo na zona habitável da sua estrela, os cientistas por detrás da descoberta sublinham que houve muito tempo para a vida surgir e se desenvolver, caso existam condições para tal.

O primeiro exoplaneta foi descoberto em 1995 e desde então já foram descobertos mais de mil planetas e mais três mil candidatos, ainda por confirmar. O telescópio Kepler deteta planetas muito distantes, e, porque eles são muito mais pequenos do que as estrelas e, ao contrário destas, não emitem luz própria, não é possível observá-los diretamente. Por isso, o telescópio tem que detetar as minúsculas mudanças no movimento e brilho das estrelas que são causadas pelos planetas que as rodeiam.

Fonte - Diário Notícias



O telescópio espacial ‘Kepler’, da NASA, encontrou um planeta, com um diâmetro 60% maior do que o da Terra, a orbitar na zona habitável de uma estrela semelhante ao Sol. Os astrónomos dizem tratar-se de um ‘gémeo’ da Terra.

Mas é pura ficção pensar que o Kepler-452b – a 1400 anos-luz de distância do nosso planeta – possa vir a ser habitado pelo homem. "É impossível. Há uma hipótese de ter água líquida, mas isso não quer dizer que tenha vida", explica ao CM o astrónomo José Augusto Matos. Opinião corroborada por Rui Agostinho, diretor do Observatório Astronómico: "Ainda é pura ficção.
Não temos tecnologia para isso. Nem os norte-americanos." Contas feitas, para este astrónomo, "se a nave que chegou a Plutão recentemente demorou 10 anos a fazer o percurso, para chegar à ‘Nova Terra’, a nave precisava de 2,2 milhões de anos". "Só conseguimos ir aqui ao lado no nosso Sistema Solar", ironiza Augusto Matos. "A massa e composição do novo planeta ainda não se conhecem, mas especula-se que seja rochoso.

As observações serão agora feitas por um outro telescópio", conta ainda Rui Agostinho. José Augusto Matos sublinha ainda o facto de que "estamos a ver o passado", ou seja, "a observar para trás no tempo", isto porque, quando a luz partiu da ‘Nova Terra’, o nosso planeta estava no ano 600, portanto, hoje, em termos reais, o planeta Klepler pode já não ter a mesma composição. "Marte teve água.

Há planetas que têm algumas condições de habitabilidade e não têm vida", explica. "A própria Terra era muito quente e constantemente bombardeada por meteoritos. Depois foi arrefecendo e foi criando água. A Terra existe há 4,5 mil milhões de anos. Vida nos oceanos foi há 1,4 mil milhões e só há 400 milhões de anos é que a Terra firme tem vida", recorda Augusto Matos. 








Roda em torno de uma estrela idêntica ao Sol, como a Terra, a uma distância parecida, na chamada zona habitável. É rochoso, com vulcões em atividade, e apresenta sinais de conter água em estado líquido - oceanos, como no planeta onde residem os humanos. Os seus descobridores dizem que é um primo mais velho do nosso planeta. Assim sendo, saber o futuro da Terra poderá estar ao nosso alcance. Mas é pouco animador.
O Kepler 452b, cuja descoberta foi anunciada quinta-feira pela NASA, orbita uma estrela - a Kepler 452 - que é parente próxima do nosso Sol, mas é 1500 milhões de anos mais velha. Tendo em conta a diferença de idades, o planeta pode estar a dar-nos uma antevisão do que sucederá à Terra daqui a mais de mil milhões de anos, à medida que o Sol for envelhecendo, tornando-se mais brilhante.
"É como olhar através de uma bola de cristal que mostra o futuro do nosso planeta." Quem o diz é o Instituto SETI, uma prestigiada organização privada norte-americana sem fins lucrativos, fundada em 1984 para se dedicar à investigação científica, à educação e à sensibilização do público para as questões da vida e que participa na Missão Kepler.






A nova descoberta vem incendiar a imaginação dos "caçadores de planetas", diz a NASA, já que é um planeta com a temperatura certa, dentro da zona habitável, e "tem apenas uma vez e meia o diâmetro da Terra, orbitando uma estrela muito parecida com o nosso próprio sol. O planeta também tem uma boa hipótese de ser rochoso, como a Terra".
Ter ou não rochas é o busílis da questão, já que os exoplanetas 60% maiores do que a Terra até agora descobertos são todos gasosos.
"Se for, de facto, um planeta rochoso, a sua localização face à estrela pode significar que está a entrar numa fase de efeito de estufa descontrolado da sua história climática", diz Doug Caldwell, cientista do SETI integrado na 0issão Kepler. "A energia crescente do seu envelhecido sol pode aquecer a superfície, fazendo evaporar os oceanos. O planeta pode estar a perder, para sempre, o vapor de água."
EVOLUÇÃO POUCO ANIMADORA
Até agora, face às descobertas, o 452b é o planeta mais semelhante ao nosso sistema solar, o seu "sol" tem até uma temperatura semelhante ao nosso, mas um diâmetro 10% maior e um brilho 20% superior, o que implicará uma temperatura mais alta em Kepler. O seu ciclo orbital é de 385 dias, mais 20 do que na Terra. Todavia, a sua evolução é pouco animadora para os padrões atuais.
A panorâmica não parece agradável neste exoplaneta que está na constelação do Cisne a 1400 anos-luz de distância do nosso planeta. Mas ainda pouco se conhece sobre este Kepler.
Sabe-se que 6 Kepler 452b é uma vez e meia maior do que a Terra, mas os astrónomos ainda não conseguiram medir a sua massa, usam "modelos para estimar uma gama de massas possíveis, sendo que a mais provável é cinco vezes a da Terra". E se for mais ou menos igual ao do nosso planeta, a probabilidade de ali se encontrar vida sobe verdadeiramente.
Mas de que falamos quando se fala de vida? “Nós imaginamos a vida (mesmo a definição de vida não é linear) como algo baseado na química do carbono, precisa de água. Nada me diz que não haverá outros processos químicos que podem dar origem a algo que poderemos também chamar de vida, mas não está comprovado que tal seja possível. Portanto, com base no conhecimento atual, o que podemos dizer é que, se tivermos as condições que existem na Terra, podemos ter vida, mais do que isso é especulação”, foi a resposta de Nuno Cardoso, há cinco anos, altura em que acabava de ganhar o prémio Viktor Ambartsumian por excecionais contributos para a ciência.
Nuno Cardoso, com base no Porto, lidera em Portugal o projeto Espresso (Echelle Spectrograph for Rocky Exoplanet and Stable Spectroscopic Observations), cujo objetivo é, precisamente, detetar planetas parecidos com a Terra ou a orbitar outras estrelas. Em 2010, trabalhava na elaboração de um catálogo de planetas habitáveis e acreditava que bastaria uma década para o concretizar - e duas ou três depois, um outro mais aliciante ainda, o dos “planetas com indicação de existência de vida”.
"Procuramos planetas semelhantes à Terra que tenham as mesmas condições, a existências de água líquida e que orbitem uma estrela parecida com o sol. É neste tipo de planetas que nós podemos encontrar vida, planetas fora do nosso sistema solar”, dizia há três anos ao Expresso, numa outra conversa sobre as mesmas interrogações, Nuno Cardoso Santos, um dos (ou mesmo O) astrofísicos portugueses mais conhecidos no estrangeiro pelo seu trabalho.
O astrofísico e professor encontra-se fora do país. O Expresso tentou contactá-lo, em vão, mas continuará a tentar saber se em 2020 já haverá essa lista de planetas para onde os humanos poderão um dia pensar viver e na qual estará certamente o Kepler 452b. “Estamos a desenvolver tecnologia que nos vai permitir detetar, nos próximos anos, planetas mais parecidos com a Terra e o passo seguinte será, naturalmente, procurar sinais de existência de vida”, dissera-nos Nuno Cardoso Santos.






MAIS UM PASSO NO ESPAÇO


A primeira descoberta de um planeta semelhante à Terra foi em 1995, mas todos os dias são descobertos astros. Desta vez, foi do telescópio Kepler, da NASA, e significa "mais um passo para se perceber quantos planetas habitáveis há por aí fora", como refere Joseph Twicken, do Instituto SETI e que é também o líder da programação científica da missão Kepler.

Twicken deixa uma garantia da parte dos norte-amerticanos, aliás idêntica à dos europeus: as investigações vão continuar para se saber se os outros candidatos - os outros 11 avistados através do Kepler, no caso - são mesmo planetas habitáveis. E um dia, neste campo, a realidade suplantará a ficção científica.



Fonte -  Expresso   







16 julho 2015

Plutão





Sonda 'New Horizons' continua a enviar imagens, agora de grande pormenor do pequeno planeta.

A sonda espacial New Horizons continua a enviar imagens de Plutão e foi revelada a primeira que mostra em pormenor uma parte do pequeno planeta, como lhe chama a NASA. Na fotografia é possível ver montanhas que se destacam da superfície gelada e que a NASA explica no seu site que têm até 3500 metros de altitude.
Jeff Moore, do projeto New Horizons, refere que as montanhas terão cerca de cem milhões de anos e ainda podem estar num processo de evolução. "Esta é uma das superfícies mais jovens que já vimos no sistema solar", salientou Moore.
New Horizons passou, na terça-feira, a cerca de 12 500 quilómetros de Plutão, a distância mais curta de sempre, após uma viagem de mais de nove anos, em que percorreu 4,8 mil milhões de quilómetros.


Fonte -   Diárioo Notícias   




20 junho 2015

O Mundo em extinção !!!







O mundo está a iniciar a sexta extinção em massa, com os animais a desaparecerem a um ritmo 100 vezes superior ao que ocorreu, e os humanos podem estar entre as primeiras vítimas, segundo um estudo divulgado hoje.

"Se conseguir continuar, a vida vai levar muitos milhões de anos a recuperar e a nossa própria espécie deve ser das primeiras a desaparecer"

Nunca desde o fim da era dos dinossauros, há 66 milhões de anos, o planeta perdeu espécies a um ritmo tão rápido quanto o atual, segundo a investigação realizada por cientistas das universidades Stanford, Princeton e da Califórnia, em Berkeley.

O estudo "mostra sem qualquer dúvida significativa que se está a entrar na sexta grande extinção em massa", afirmou um dos autores, Paul Ehrlich, professor de Biologia na Universidade de Stanford.
E os humanos estão entre as espécies que vão desaparecer, aponta-se no estudo, que os próprios autores consideram "conservador", publicado na revista Science Advances.

"Se conseguir continuar, a vida vai levar muitos milhões de anos a recuperar e a nossa própria espécie deve ser das primeiras a desaparecer", afirmou o principal investigador, Gerardo Ceballos, da Universidade Autónoma do México.

A análise está baseada em extinções documentadas de vertebrados, ou animais com esqueletos internos, como sapos, répteis e tigres, em registos fósseis e outra informação histórica.

As causas da eliminação das espécies vão das alterações climáticas à desflorestação, passando por várias outras.

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, cerca de 41% de todas as espécies anfíbias e 26% de todos os mamíferos estão ameaçados de extinção.
No estudo apela-se a "esforços rápidos e intensificados para conservar as espécies já ameaçadas e aliviar as pressões sobre as suas populações, designadamente a perda de habitat, a sobre-exploração de recursos para fins económicos e as alterações climáticas".







30 abril 2015

Sampaio da Nóvoa - Presidente !


Sampaio da Nóvoa: “Não permitirei que o país seja dominado por corporações ou interesses ilegítimos”

Sampaio da Nóvoa, apresentou esta quarta-feira a candidatura à Presidência da República no Teatro da Trindade.






“Não serei um espetador impávido da degradação da nossa vida pública”. Está dado o tiro de partida para a corrida a Belém de António Sampaio da Nóvoa. O antigo reitor da Universidade de Lisboa apresentou a candidatura à Presidência da República, no Teatro Trindade, em Lisboa, onde marcaram presença destacados socialistas como Mário Soares e Jorge Sampaio, ex-Presidentes da República e o capitão de abril Vasco Lourenço, um aliado de peso, enquanto no outro lado da cidade António Costa chutava um apoio a um candidato lá mais para a frente.
No discurso de lançamento da candidatura, perante um Teatro da Trindade a rebentar pelas costuras, Sampaio da Nóvoa aproveitou para responder indiretamente aos críticos que o têm acusado de querer ser um Presidente da República demasiado interventivo. E, por isso, fez questão de dizer:
“Se for eleito PR, exercerei as minhas funções com a absoluta determinação e liberdade de quem se entrega a uma causa maior, com total independência, com isenção e com sentido de responsabilidade. Não serei um espetador impávido da degradação da nossa vida pública“, garantiu.
Foi esta, aliás, uma das frases mais marcantes do discurso e que marca a diferença para aquilo que critica na presidência de Cavaco Silva. Disse mesmo que tem consciência que o “Presidente não governa, nem legisla”, e que “não deve, por isso, apresentar-se aos portugueses com um programa de governo”. Ainda assim, o antigo reitor acredita que se for eleito poderá “fazer a diferença”. “Não me resignarei perante a destruição do Estado Social”, prometeu.
Num discurso cheio de referências a figuras relacionadas com a Revolução de Abril, como Zeca Afonso, por exemplo, foram as palavras de Sophia de Mello Breyner que serviram de mote inicial: “Este é o primeiro dia, inteiro e limpo”, citou Sampaio da Nóvoa, para depois completar: “o primeiro de muitos dias que nos vão juntar, assim o desejo, num caminho de mudança e de esperança, por Portugal”.
E será esse o caminho escolhido por Sampaio da Nóvoa: o antigo reitor quer afirmar-se nestas presidenciais como o candidato da “mudança” e da “diferença”. “Não venho para deixar tudo na mesma. Venho para juntar os portugueses em torno de um projeto de mudança, para restaurar a confiança na nossa democracia e no nosso futuro. Não podemos perder o país“, com o risco de vermos destruídos “um a um os ideais de Abril”, defendeu o antigo reitor.
Por isso mesmo, nem associação que lhe tem sido atribuída – Nóvoa é apontado por muitos como o candidato que virá a ser apoiado pelos socialistas – foi esquecida: “Não tenho filiação partidária e nunca exerci cargos políticos. Este facto não me aumenta, nem me diminui, mas marca uma diferença. A questão central é perceber se os portugueses querem essa diferença”.
Admitindo que “não foi fácil” tomar a decisão de avançar para Belém, Sampaio da Nóvoa, que se tem assumido como alguém capaz de “criar pontes” e conseguir consensos, fez questão de sublinhar que não se candidata “para ser apenas candidato de alguns portugueses”, mas sim de todos. E, aqui, aproveitou a deixa para lembrar Zeca Afonso: “Juntos vamos conseguir mudar Portugal. Temos que ser maiores do que os nossos problemas. Porque ‘só os vencidos tombam no chão do medo’”.
Daí que, defendeu, é preciso “reinventar uma visão estratégia para Portugal, que não se feche na Europa, e que se abra mundo e, em particular, ao mundo da língua portuguesa”. Um discurso, de resto, repetido em ocasiões anteriores, sempre com a língua portuguesa como o grande fio condutor do pensamento de Nóvoa.
O mesmo Nóvoa que não se escusou a comentar a situação económica do país e a propor uma alternativa. Para o candidato é preciso “promover uma estratégia nacional de valorização do conhecimento e dos jovens, para conseguir que levem vitalidade à economia e à sociedade”, ao mesmo tempo que se procuram “políticas financeiras que abramsoluções viáveis para o pagamento das dívidas soberanas”, disse.
O caminho até Belém não se avizinha fácil, mas o antigo reitor deixou uma certeza: se for eleito Presidente, não permitirá “nunca, que o interesse do país seja dominado por grupos de pressão, por corporações ou por interesses ilegítimos. Sejam eles quais forem”, garantiu.
Já perto do fim, Sampaio da Nóvoa não esqueceu os ex-Presidentes Mário Soares e Jorge Sampaio, que o observaram da primeira fila. O antigo reitor lembrou que “em 1986, não foi fácil” assim como não o foi “em 1996″. Por isso, admitiu, as eleições em 2016 não serão diferentes, comparando a sua candidatura às de Soares e Sampaio, respetivamente.
E mesmo reconhecendo as dificuldades e obstáculos que terá pelo caminho, Nóvoa já tomou a decisão: “Vamos a isto que já se faz tarde”, gritou, para depois estender o convite aos apoiantes: “Vamos ou não vamos? Vamos sim!”, prometeu em uníssono com a multidão.
Acompanhámos em direto todo o discurso do candidato. Veja como foi aqui em baixo.

Fonte -  Observador  





29 abril 2015

Novo Combustível ?!!!





O fabricante automóvel alemão Audi conseguiu criar um diesel sintético, não poluente, a partir do hidrogénio da água e de dióxido de carbono. Está numa fase inicial de testes, mas poderá ser uma revolução nos combustíveis.

Um programa experimental da Audi, fabricante automóvel do grupo Volkswagen, em conjunto com a empresa energética Sunfire criou um combustível semelhante ao diesel que usa como matérias primas apenas água e dióxido de carbono, noticia a edição britânica da revista Wired.
Este novo composto tem potencial para se tornar num combustível não poluente, no sentido em que é "neutro" a nível do carbono - ou seja, o dióxido de carbono que retira da atmosfera é equivalente aquele que é libertado durante a sua utilização.
O combustível é conseguido através da separação do hidrogénio e oxigénio do vapor de água. O hidrogénio depois é colocado em reatores sob alta pressão e temperatura juntamente com dióxido de carbono - para já este foi fornecido por gás natural, mas os investigadores dizem que podem capturá-lo da atmosfera. O produto é um líquido sintético designado "crude azul" que, tal como o crude do petróleo, pode ser refinado numa espécie de bio-diesel (veja um esquema da Audi aqui).
A Audi já testou com êxito este combustível misturado com diesel "normal" mas, segundo os investigadores acreditam que não haverá grandes obstáculos para que seja usado como combustível único nos motores dos automóveis.
O maior problema atualmente prende-se com a quantidade de produção. O laboratório em Dresden onde as experiências estão a ser realizadas tem capacidade de produção de 3 mil litros nos próximos meses. Como escreve a Wired, só os EUA consomem 622 mil milhões de litros de combustível por ano.



Fonte -  Diario de Noticias   




10 abril 2015

Vida Extraterrestre !





A principal cientista da NASA diz que na próxima década já haverá fortes indícios de vida fora do planeta Terra. "Sabemos onde procurar. Sabemos como procurar", disse Ellen Stofan.
Nos próximos dez anos vai haver fortes indícios de vida extraterrestre, que serão comprovados por "provas definitivas" dentro de 20 a 30 anos, afirmaram cientistas da NASA, a agência espacial norte-americana, esta quarta-feira. Como destacou a cientista Ellen Stofan, porém, fala-se de indícios de vida microscópica. "Não estamos a falar de homenzinhos verdes", disse, citada pela rádio NPR.
Para os principais cientistas da NASA, que falavam numa conferência em Washington, nos Estados Unidos, é certo que sinais de vida extraterrestre vão ser detetados até 2025, e que nos próximos 30 anos vão encontrar-se provas definitivas da sua existência, tanto no sistema solar como fora dele."Definitivamente já não é um 'se' mas sim um 'quando'", disse Jeffrey Newmark, diretor de heliofísica da NASA, referindo-se à descoberta.
"Sabemos onde procurar. Sabemos como procurar", disse Ellen Stofan. "Na maioria dos casos temos a tecnologia para o fazer, e estamos no caminho de a implementar".
Há décadas que os cientistas procuram sinais de vida extraterrestre. A procura de vida microscópica noutros planetas faz-se de várias formas, incluindo a procura de moléculas orgânicas complexas, como as que foram encontradas recentemente ao redor de um sistema solar em formação, ou de "poluição microscópica", como é o caso de procurar flutuações nos gases das atmosferas de outros planetas que possam ser causadas pela presença de vida. Também muito importante é a busca de água líquida, que se crê essencial para o aparecimento da vida.
"As atividades científicas da NASA forneceram-nos uma vaga de descobertas incríveis relacionadas com a água nas últimas décadas, que nos inspiram a continuar a investigar as nossas origens e as possibilidades fascinantes para os outros mundos e para a vida no universo", explicou Ellen Stofan.
A cientista referia-se ao facto de ter sido encontrada água "em quase todo o lado", como relembra o jornal Washington Post, tanto em planetas como em luas desses planetas. "Estamos a descobrir que o sistema solar é um lugar húmido", disse Jim Green, o diretor de ciência planetária da NASA.





16 março 2015

Eleições Presidenciais 2016 !





Congresso da Cidadania aplaudiu de pé Sampaio da Nóvoa, que recusa “sebastianismos, populismos, justicialismos”


Sampaio da Nóvoa poderá ser o candidato presidencial apoiado pelo PS, caso António Vitorino não anuncie a sua candidatura a Belém. António Guterres já não é esperado no Largo do Rato – mesmo que Marques Mendes ache que não passa tudo de uma encenação e que Guterres será candidato contra Marcelo.

Na tarde de sábado, no Congresso da Cidadania organizado pela Associação 25 de Abril, o presidente do PS, Carlos César, e Sampaio da Nóvoa mantiveram uma conversa a sós, pouco tempo antes de o reitor honorário da Universidade de Lisboa invocar o legado “dos presidentes Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio” e manifestar-se disponível para avançar para Belém. “Esta é a responsabilidade de uma geração. Somos e seremos sempre aquilo em que acreditarmos. Pela minha parte, não tenho medo, sou livre. É preciso liberdade desta para servir. A ousadia é já metade da vitória. Juntos ganharemos o que perdemos separados”.

No discurso que fez na Gulbenkian,  Sampaio da Nóvoa quis afirmar a sua diferença face aos vários nomes que circulam como possíveis candidatos presidenciais, incluindo Guterres e António Vitorino. “Com políticos antigos não haverá políticas novas. Ficará tudo enredado em calculismos, golpes, hesitações, sem elevação e sem futuro. Recusemos sebastianismos, populismos, justicialismos”. Mais: “Quem gostar muito de dinheiro deve afastar-se da política” e “se tiver as mãos atadas por promiscuidades, tramas e tramóias, não terá condições para defender o interesse de todos”.

O reitor falou na urgência da “regeneração do sistema político” e defendeu que Presidenciais e legislativas “só valem a pena se for para abrir um tempo de mudança em Portugal”. “Abril é a nossa raiz comum. E tem de ser a raiz para entendimentos que permitam convergências para o novo ciclo político. Se não formos nós a acabar com esta política ninguém o fará por nós. Será durante o ano de 2015 ou não será por muito tempo. Cada um de nós tem de estar à altura das suas responsabilidades”.


O discurso foi aplaudido de pé pelo auditório do congresso. Quando acabou de falar, Sampaio da Nóvoa desceu do palco e abraçou o presidente do PS, Carlos César, o presidente da Associação 25 de Abril Vasco Lourenço e o ex-Presidente da República António Ramalho Eanes, que estavam na primeira fila. 










28 janeiro 2015

Novo Sistema Solar!





Português descobre novo Sistema Solar com quatro  "Terras".

O astrofísico Tiago Campante, coordenou na Universidade de Birmingham, no Reino Unido, o estudo que conduziu à descoberta.

Um grupo internacional de astrofísicos que foi liderado pelo investigador português Tiago Campante, da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, descobriu um sistema solar que tem nada menos do que cinco planetas idênticos à Terra e que se formou numa fase ainda jovem do universo, há cerca de 11,2 mil milhões de anos - pelas contas dos astrofísicos, o universo formou-se há 13,8 mil milhões de anos.
A descoberta, que de uma assentada coloca várias questões novas para a astronomia, é publicada hoje na revista científica The Astrophysical Journal.
"É o mais antigo sistema planetário com planetas do tamanho da Terra e um dos mais fascinantes sistemas planetários conhecidos até hoje", adianta ao DN Tiago Campante, que não tem dúvidas em classificar a descoberta como "espetacular". Para se ter uma ideia, diz o investigador, "quando a Terra se formou, os planetas deste sistema, que designamos Kepler-444, já tinham uma idade superior à que a Terra tem atualmente".
Para fazer a descoberta, a equipa, que contou com 41 investigadores de 25 institutos de investigação de vários países, incluindo de Portugal, com Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), que reúne investigadores das Universidades do Porto e de Lisboa, estudou as observações feitas pelo telescópio espacial Kepler ao longo de quatro anos. Lá estava, então, o Kepler-444, que se assemelha a uma miniatura do sistema solar: os seus cinco planetas de tipo rochoso idênticos à Terra estão comprimidos em órbitas muito próximas da sua estrela.
Este novo sistema solar mostra "que a formação de planetas aconteceu mais cedo no universo do que até agora se supunha", explica Tiago Campante, sublinhando que "até há cerca de dois anos, por exemplo, não esperaríamos encontrar algo assim".



Fonte -  Diario de Noticias