16 março 2015

Eleições Presidenciais 2016 !





Congresso da Cidadania aplaudiu de pé Sampaio da Nóvoa, que recusa “sebastianismos, populismos, justicialismos”


Sampaio da Nóvoa poderá ser o candidato presidencial apoiado pelo PS, caso António Vitorino não anuncie a sua candidatura a Belém. António Guterres já não é esperado no Largo do Rato – mesmo que Marques Mendes ache que não passa tudo de uma encenação e que Guterres será candidato contra Marcelo.

Na tarde de sábado, no Congresso da Cidadania organizado pela Associação 25 de Abril, o presidente do PS, Carlos César, e Sampaio da Nóvoa mantiveram uma conversa a sós, pouco tempo antes de o reitor honorário da Universidade de Lisboa invocar o legado “dos presidentes Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio” e manifestar-se disponível para avançar para Belém. “Esta é a responsabilidade de uma geração. Somos e seremos sempre aquilo em que acreditarmos. Pela minha parte, não tenho medo, sou livre. É preciso liberdade desta para servir. A ousadia é já metade da vitória. Juntos ganharemos o que perdemos separados”.

No discurso que fez na Gulbenkian,  Sampaio da Nóvoa quis afirmar a sua diferença face aos vários nomes que circulam como possíveis candidatos presidenciais, incluindo Guterres e António Vitorino. “Com políticos antigos não haverá políticas novas. Ficará tudo enredado em calculismos, golpes, hesitações, sem elevação e sem futuro. Recusemos sebastianismos, populismos, justicialismos”. Mais: “Quem gostar muito de dinheiro deve afastar-se da política” e “se tiver as mãos atadas por promiscuidades, tramas e tramóias, não terá condições para defender o interesse de todos”.

O reitor falou na urgência da “regeneração do sistema político” e defendeu que Presidenciais e legislativas “só valem a pena se for para abrir um tempo de mudança em Portugal”. “Abril é a nossa raiz comum. E tem de ser a raiz para entendimentos que permitam convergências para o novo ciclo político. Se não formos nós a acabar com esta política ninguém o fará por nós. Será durante o ano de 2015 ou não será por muito tempo. Cada um de nós tem de estar à altura das suas responsabilidades”.


O discurso foi aplaudido de pé pelo auditório do congresso. Quando acabou de falar, Sampaio da Nóvoa desceu do palco e abraçou o presidente do PS, Carlos César, o presidente da Associação 25 de Abril Vasco Lourenço e o ex-Presidente da República António Ramalho Eanes, que estavam na primeira fila. 










Sem comentários: