16 março 2007

António Lobo Antunes


O Prémio Camões 2007, o mais importante galardão literário da língua portuguesa, no valor de cem mil euros, foi hoje atribuído ao escritor português António Lobo Antunes.

"Quando escrevo, penso apenas em exorcizar certas emoções, descrevê-las, vivê-las. O leitor é um acto secundário, penso nele nos últimos acabamentos do livro, quando sinto que isto ou aquilo não está inteligível."
in O Jornal, 30 de Outubro de 1992

"Eu penso que aquilo que faz com que nós continuemos vivos e capazes de criar é isso mesmo, uma inquietação constante. Sem ela não pode haver criação, quem não põe sempre, tudo em causa, arrisca-se a ter uma vida interior de três assoalhadas, num bairro económico (...)."
in O Jornal, 30 de Outubro de 1992

"(...) é muito raro ficar furioso, zangar-me. Não tenho tempo para isso. Nem tempo para estar triste."
"Qual é o seu clube?"
"Obviamente o Benfica."
in Record, 8 de Dezembro de 1996

"Que te diz este nome: Portugal?"
"Para um homem como eu, meio-brasileiro, meio-alemão, é o país de onde quase não venho e onde sempre estou."
in Jornal de Letras, Artes e Ideias, ano V, nº176, Novembro de 1985

"Eu gosto desta terra. Nós somos feios, pequenos, estúpidos, mas eu gosto disto."
in Ler, nº37, Inverno de 1997

"(...) tenho medo de, alguma vez, não conseguir escrever."
in Diário de Notícias,


Citações

2 comentários:

a.castro disse...

Caro MGomes, prémio bem merecido e já que estamos em "post" de recordações, acho oportuno recordar mais este.
Abraço.

Momentos & Documentos disse...

Um Mestre, bem merecido.
Um abraço