18 maio 2006

Portugal, menos

A nossa pátria está onde somos amadosMikhail Lermontov

E se houvesse a possibilidade dos portugueses poderem, na hora do registo dos seus filhos nascidos em clinicas na nossa vizinha Espanha, optarem pela nacionalidade espanhola? Porque, ser gente e contribuinte (o cumpridor, claro) em Portugal é lamentavelmente nos dias que correm, uma figura tristemente desrespeitada por todos os poderes instituídos deste país e não se perspectiva, por negligência de quem nos tem governado nos últimos anos, melhorias a prazo para o cidadão bem comportado no âmbito fiscal. Já não bastava termos que suportar o desbaratamento dos nossos impostos, o saber da ruinosa gestão que fazem dos nossos descontos para a chamada Segurança Social, o descobrir da ineficaz aplicação das nossas contribuições por parte das Autarquias, e apesar de tudo isto, ainda temos alegremente que financiar a permanência das multinacionais instaladas no nosso depauperado país. Razão tinha o Professor Agostinho da Silva quando lhe perguntaram o porquê de não usar cartão de contribuinte, dizendo ele então: “porque se tivesse que o usar, sentia-me na obrigação de responsabilizar o estado português pela aplicação do dinheiro dos meus impostos e como eu não quero ter problemas...”.

2 comentários:

magnolia disse...

Todos devíamos fazer o mesmo que o Professor Agostinho da Silva! Não me refiro a não usar o contribuinte, mas sim ao facto de pensarmos em responsabilizar e pedir explicações ao estado português pela aplicaçao do nosso dinheiro. Os nossos governantes acham-se no direito de fazer o que querem e lhes apetece (a maioria das vezes fazem-no em proveito próprio) apenas porque ganharam umas eleições, esquecendo facilmente as razões que os levaram a ser eleitos.

JG disse...

Tivessemos nós todos a união suficiente para acabar de vez com este estado de coisas, fazer-se nova limpeza, uma varridela a preceito...

Um abraço e bom fim de semana